sábado, 8 de outubro de 2011

DEIXO.NOS O CAPITÃO PARALTA!

Morreu ante-ontem,e foi hoje cremado um ilustre Campomaiorense,era e foi sempre um homem bom,modesto, grande pela sua dimensão humana ,mas também um,inconformádo lutador,lutador à sua maneira, mas sempre,sempre do lado dos mais desprotegidos.
Chamava-se António Paralta,conhecido no nosso concelho,por amigos e não só, pelo capitão Paralta.
Não tenho outra forma de prestar esta simples,mas justa homenagem,a um homem que pela sua conduta cívica,moral e humanista,amigo,prestável,companheiro, dedicado a causas,na procura de ideias e na luta por uma sociedade mais justa e melhor para todos, homenagem,só possível torna-la visível através do meu e vosso blogue.
O capitão Paralta, aquém só tive o prazer de conhecer,já reformado e depois de alguns anos,da Revolução de Abril,vi e encontrei nele, um homem generoso,dedicado,amigo,modesto e respeitador dos seus semelhantes,comportamentos dignos de enaltecer e de nós os que o conhecemos lhe mostrarmos,sempre o maior respeito,por tudo o que ele foi capaz de dar aos seus conterrâneos,sem nada pedir-nos em troca.
O capitão Paralta foi um homem independente sem filiação partidária ,podia ter ficado indiferente às politicas,«gozando da sua reforma»mas fez por vontade própria,opções e tomou partido na defesa dos mais fracos,dos mais desprotegidos,na procura de um Campo Maior melhor,de uma nova sociedade,mais justa para todos,especialmente para aqueles que nunca mas nunca tiveram voz,nem as suas opiniões,contam ou contaram para os mais poderosos os detentores do poder.
O capitão Paralta foi com toda a verdade, quem mais contributo deu em termos individuais, para a criação da CURPI,esteve durante vários anos à frente,como dirigente, onde foi tudo desde operário,escriturá-rio ou moço de recados,aqui,na CURPI,que hoje conhecemos, deu muito de si,,solicitou,pediu ajuda a instituições e aos sócios,fez de tudo um pouco.
Mas a actividade social, de cidadania e humanista do capitão Paralta não ficou só pela CURPI,também foi vereador da câmara municipal,membro da assembleia de freguesia da Expectação e candidato pelo distrito de Portalegre nas listas da CDU há Assembleia da Republica.
Obrigado capitão Paralta,pelo que nos deste a todos os campomaiorenses,não sei se amanhã vais ser distinguido«bem o merecias» com o nome de rua ou de praça,sei que isso para ti não contava e pouco importa,porque tudo o que nos deste,nunca mas nunca esteve,nem podia ter como fim esse objectivo,fizestes,porque não foste indiferente aos problemas que te rodeavam,porque quando necessário tomaste também partido, eras e fostes sempre um homem livre,empenhado pelo bem publico,grande,generoso,modesto e bom.
Obrigado amigo e até sempre.

2 comentários :

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  2. PENSEI QUE ESTAVA A FALAR DA MORTE DE UM INIMIGO DE PORTUGAL CAPTURADO PELO GLORIOSO EXÉRCITO PORTUGUÊS DURANTE A GUERRA CONTRA O TERRORISMO EM ÁFRICA, O CUBANO CAPITÃO PERALTA.
    - ORA LEIA:

    Captura do capitão cubano Pedro Peralta

    Operação «Jove» 16 a 19 de Novembro de 1969

    O «Corredor de Guileje» constituía a principal linha de infiltração do PAIGC na Guiné. Na realidade, tratava-se de um trilho de terra batida aberto na floresta, que vinha de Kandianfara, na República da Guiné-Conacri, e penetrava no território pela região do Quitafine, no Sul. Em Novembro de 1969, os serviços de escuta portugueses captaram a informação da passagem de uma importante coluna com material de guerra, na qual se deslocaria Nino Vieira, ao tempo o mítico comandante da Frente Sul, tendo o Comando-Chefe das forças portuguesas na Guiné atribuído ao Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas n.º 12, a missão de interceptar os guerrilheiros.

    Duas companhias de páras foram transportadas, em 16 de Novembro, por avião, de Bissau para Aldeia Formosa, no Sul, e a partir deste quartel os homens foram colocados no terreno por helicóptero.
    A emboscada foi montada em 17 de Novembro, com setenta homens numa base recuada, trinta e ciinco em apoio e outros trinta e cinco sobre o trilho do «Corredor de Guileje».

    Em 18 de Novembro, após progressão difícil pela mata e pouco depois de os 35 elementos deste grupo de assalto terem instalado o dispositivo, ouviram-se vozes e surgiram na picada dois homens armados, um branco e um negro. O pára-quedista apontador da metralhadora abriu fogo, matando o guerrilheiro negro e ferindo o branco, tendo este último conseguido fugir para o interior da floresta, tentando dissimular o rasto de sangue, mas, após perseguição difícil, os pára-quedistas encontraram o ferido completamente exausto pelo sangue perdido. Foram-lhe prestados os primeiros socorros e num interrogatório sumário identificou-se como sendo Pedro Rodriguez Peralta, capitão do exército cubano, de 32 anos, nascido em Santiago de Cuba. Seria evacuado por helicóptero para Bissau e dali para Lisboa, sendo libertado após o 25 de Abril de 1974.

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